segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Saga de Alex Alcântara de Arruda e a Justiça Paulista

"Juiz não teve pena/Nem responsabilidade/Tá faltando pena e tá sobrando impunidade/Impunidade é a mãe da covardia/No país verde amarelo/Bandido não tem pena, martelo de dor ..."     Martelo (Gabriel, o Pensador)

   Uma mãe agoniza com uma criança de nove meses no ventre. Era Daniela Nogueira, que após ser alvejada por seu algoz durante uma tentativa de assalto deixa este mundo sem ver o tão esperado rostinho que a muito esperava ver.

   Em disparada fugia o assassino, identificado como Alex Alcantara Arruda, ex presidiário, fugitivo.

   Por trás de tudo isso uma série de erros da Justiça Paulista, que permitiu por meio de todos os trâmites, que o suspeito de ser o algoz de Daniela estivesse na rua a praticar livremente seus delitos preferidos.

   A Polícia cumpre com seu dever. A única coisa a lamentar é que homens e mulheres da acomodação de seus gabinetes friorentos assinam papéis e sem o conhecimento da realidade das ruas libertam assassinos e toda sorte de seres nocivos a sociedade.

   No fim disso tudo temos uma família destruída: um esposo viúvo, uma criança orfã de mãe; a saudade de um ente que se foi...

   A Alex - se foi ele realmente quem puxou o gatilho - brevemente as ruas para a prática de novos delitos. Ao juiz que o soltou, o peso na consciência - se é que Magistrados possuem alguma consciência - para o resto da vida. Aos dois, o sangue de Daniela em suas mãos e a certeza de que tudo nessa vida segue a Lei do Vai e Volta.

   Que o Bom Deus console a família de Daniela, dê saúde ao rebento que sobreviveu à tamanha barbaridade e que faça-se a Justiça. Não a Paulista, não a Brasileira; mas, a Divina. Aquela que é feita aqui...

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Por Maximus Decimus Meridius

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